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Sobre gostar de mulher ou de xoxota

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Existe uma diferença imensa entre gostar de mulher e gostar de xoxota. O universo complexo que existe ao redor da xoxota , ou seja, o feminino, a mulher, parece não apetecer aos rapazes de hoje.

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Por entender a sedução como um caleidoscópio particular, tenho me divertido horrores com a polêmica dos “sedutores profissionais” Julien Blanc e Gambler (Richard La Ruina) mundo afora.

Durante anos as mulheres foram bombardeadas por revistas femininas, programas de TV, filmes e subliteratura com dicas de como seduzir um homem e, consequentemente, ridicularizadas pelos mesmos por consumirem esses produtos e serem inseguras ao ponto de precisarem desses subterfúgios.

Ou seja, agora chegou a vez de os rapazotes assumirem publicamente que são tão inseguros quanto qualquer donzela que busca dicas na revista Cláudia.

A diferença entre uns e outros é que as gurias parecem procurar esses manuais para seduzir e fisgar um namorado potencial; os guris, somente para aumentar o número de trepadas da lista.

Assistindo aos vídeos de Richard La Ruina, senti uma profunda pena dos meninos. Suas aulinhas podem ajudá-los a levar menininhas acéfalas, inseguras e bobinhas para a cama, mas seduzir uma mulher, mulher com M maiúsculo, duvido.

Ao tomar ciência de que livros como  A arte natural da sedução – Como abordar as mulheres e se tornar um mestre da conquista (Editora Sextante). estão no topo dos mais vendidos, que aulas como estas (preço médio de 700 libras) lotam e que no Brasil as palestras de Julien Blanc estão esgotadas, amargo a sensação de que os novos-homens-heteros (espero que nem todos!) deixaram de gostar das mulheres: eles gostam (somente) de xoxota.

Sim, caro leitor, existe uma diferença imensa entre gostar de mulher e gostar de xoxota. O universo complexo que existe ao redor da xoxota , ou seja, o feminino, a mulher, parece não apetecer aos rapazes de hoje – daí, talvez, derive as relações de bolso; quando a mulher, o feminino ao redor da xoxota aparece, ele desaparece (e procura uma nova xoxota).

Ou será que sempre foi assim e eu, ingênua e romântica convicta, nunca tinha me dado conta (ou não quis perceber)?

Sim, porque Ovídio em 1 a.C. escreveu A arte de amar, um pequeno manual sobre a arte da conquista e, creiam, suas sugestões não diferem muito das aulinhas de La Ruina, são apenas redigidas de maneira mais poética. Conheça

Espero que ainda existam alguns vinicius de moraes perdidos por aí. Homens que amam a conquista, sim, mas amam também as mulheres e o amor.

Leia o texto completo aqui.

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